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Vemos a influencia européia nas construções mais antigas, porém, datar a época exata do povoamento miguelense é difícil, mas segundo Pereira da Costa, o segundo donatário de Pernambuco, Duarte Coelho de Albuquerque iniciou a divisão de sesmarias em 1560. E coube a dona Felipa de Moura, viúva de Pedro Marinho Falcão e seus genros, a doação registrada em 1612, como sesmarias, as terras marginais ao rio São Miguel conhecido também por Senambi, do litoral até o engenho Sinimbú e ficou dividida as terras miguelenses a base de léguas, entre o português Antonio Barbalho Feio, Belchior Álvares de Carvalho , Manuel Pinto Pereira, Gonçalo da Rocha Barbosa, os descendentes de Brósio Correia Dantas e o Mestre de Campo Antônio de Moura Castro. Partindo daí, podemos afirmar que desde antes do século XIV e até o século XVI, os senhores dessas terras foram os Caetés e por justiça os ainda são. Antes da invasão portuguesa , já teria havido incursão espanhola e houve depois a invasão holandesa. A data da criação da Freguesia, do curato de Nossa Senhora do Ó do Rio são Miguel das Alagoas é de 07 de Janeiro de 1702. (documentos Históricos, v. LXXXIV, 1949, p. 159). Porém, o historiador Silvério Jorge garante que antes de 1702, já pastoreava como vigário esta grei paroquiana o padre Antônio de Souza Carneiro. E haviam três igrejas: A da Santa Cruz e a de N. S. do Livramento na rua da Ponte, as duas destruídas na enchente de 1702, e a de N.S. do Rosário dos Homens Pretos que servia de cemitério público, demolida em 1938, antiga Matriz. Em 1864, passa a vila de São Miguel dos Campos a categoria de Cidade, pela Lei nº. 423 de 18 de junho pelo Dr. Roberto Calheiros de Melo, presidente da assembléia estando a frente do governo e cuja instalação se deu a 07 de setembro do mesmo ano. Foi ainda, lhe conferida autonomia judicial pela Lei nº. 100 de 1° de agosto de 1895, lhe criando o foro com a 1ª Sessão do júri realizada em 27 de dezembro de 1833. |
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FRAGMENTOS DA MESMA HISTÓRIA BRASILEIRA E CAETÉ O aldeamento Senambi, de data incerta, mas com certeza, centenário antecedendo a invasão e tomada portuguesa com com título de “Descobertas” e segundo alguns historiadores de base em Fernandes Gama, já fazia parte e era conhecido dos cartógrafos europeus em 1492. E aqui, nele, o aldeamento, viviam os nativos conhecidos pelo nome do rio que serpenteava suas moradas, os Senambys de origem Caeté e por sua vez, Tupis. Depois do tal descobrimento português de 1500, Os veleiros comandados por Américo Vespúcio e Gonçalves Coelho seguiram a mesma rota das embarcações descobridoras e beiraram a desembocadura do rio Senamby ou Sinimbú, como ficou mais conhecido e por estarem no dia de São Miguel Arcanjo, 29 de setembro de 1501, denominaram o rio em homenagem ao santo europeu. Daí, confirma-se o equivoco histórico, as primeiras terras avistadas por Cabral foram as do litoral miguelense entre Jequiá e o pontal em Coruripe. São Miguel dos Campos pode-se dizer na visão descobridora: é contemporâneo de Marechal Deodoro, Penedo, Porto Calvo e Anadia. De início, o que Portugal queria aqui é o que a atual ambição desperta: a terra sem quem a reclame, transformando marinheiros e caixeiros em afazendados e o solo fértil para as especiarias... hoje ainda mais rico com o gás e o petróleo, além dos minerais e a centenária agricultura. |




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Passei parte da minha infância nessa cidade hospitaleira, ainda hoje tenho saudades da sua gente.
Mara Lane Wenceslau - Professora |
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Vista parcial da Cidade de São Miguel dos Campos - AL |


