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Desde 1994, a Folia Caeté vem se encontrando nessa região Pernambucalagoana para comemorações carnavalescas e levantamentos históricos, estudos, atividades artísticas... A Folia Caeté é a reunião de escritores, poetas, artistas das mais diversas áreas, artistas plásticos, capoeiristas, artesãos, músicos, atores e demais manifestadores da arte. Podemos citar o artista e publicitário Rolandry Silvério com sua versatilidade, o escritor Luiz Nito Machado e sua pena sagaz, Marcos Palmeira com sua veia poética, Agamenon Lima e suas participações teatrais, Alex Brasil e suas coreografias e demais manifestadores da arte, profissionais e amadores, para o resgate da história e dos costumes nativos, principalmente Caetés e miscigenados a partir da visão indígena. A Folia Caeté é ainda o estudo do presente acontecendo, atual, existente e todo resquício humano e a cronologia histórica e até registros verbalmente especulado, além de toda confirmação por levantamentos em sambaquis e sítios arqueológicos do norte da Bahia ao sul da Paraíba. Folia Caeté que ao primeiro ressonar entende-se uma manifestação carnavalesca é mais que só isso, é a consciência nativa e seus direitos transformado em produtos para a contra partida financeira da sobrevivência dos envolvidos e o envolvimento da comunidade na conscientização da sua própria história, ao mesmo tempo no desenvolvimento profissional da habilidade manual e artesanal e por conseguinte a desmarginalização do indivíduo envolvido no teatro, na arte plástica, serigrafia e produção de biscuits artesanais, musicalidade, composição de livros, revistas, grafite, teatro de rua e etc. Folia Caeté é a introdução natural da ideologia Caeté nos acontecimentos carnavalescos, juninos, natalinos para caracterização regional, introduzindo as indumentárias, enfeites e costumes nativos nas festividades impostas no Brasil pelos europeus e outros povos. Folia Caeté pretende desfazer o mal entendido que foi a divulgação do canibalismo nativo por canalhas interessados apenas em dizimar uma nação para se apropriar de bem natural, a terra em nome de um descobrimento predador e escravocrata que ainda hoje deve sua opulência ao sangue espoliado, massacrado, massificado e é preciso ouvir os gritos de todos os fantasmas que juntos vagam nos campos das terra dos Caetés. Conheça mais a Folia Caeté. |
























